30 maio, 2007

Pensamentos

"Declaro que a justiça nada mais é do que a conveniência do mais forte." Platão


"A quantidade de rumores inúteis que um homem pode suportar é inversamente proporcional à sua inteligência." Arthur Schopenhauer

"A natureza é a perene manifestação de Deus." Getúlio Lino Brito


"Adormecido em nós existe um Deus vivo, cujo despertar deve ter por causa o badalar dos sinos da sabedoria e da virtude." Ib Araripe Soares

"Amor e fé são os pilares de uma vida em plenitude." Getúlio Lino Brito


"Nada é mais terrível de se ver do que a ignorância em ação." Johann Wolfgang von Goethe


"Deus está onde não é procurado: na simplicidade, na humildade, na caridade." Getúlio Lino Brito

"Há duas coisas infinitas: o universo e a tolice dos homens." Albert Einstein

"Guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra." Malachy McCourt

"Não há mal que resista à força esmagadora do bem." Getúlio Lino Brito


"Todos vivemos sob o mesmo céu, mas nem todos vêem o mesmo horizonte." Konrad Adenauer

"Nem todos os caminhos são para todos os caminhantes." Johann Wolfgang von Goethe

"No encontro entre um sábio e um idiota, o sábio tira mais proveito." Francisco Meirelles


"Avarento: um homem que se empenha em viver pobre para morrer rico." Pierre Azais

"A prudência é a filha mais velha da sabedoria." Victor Hugo


"O dinheiro que enche o bolso pode empobrecer o coração de quem o possui." Getúlio Lino Brito


"As palavras de conforto, bem administradas, são a mais antiga terapia que o homem conhece." Louis Nizer

"Vede a floresta, espetáculo imponente da natureza, mas não se agigantou sem o concurso das sementes pequeninas." Anônimo

"Reparta o seu conhecimento. É uma forma de alcançar a imortalidade." Dalai Lama

"As algemas de ouro são piores do que as de ferro." Gandhi

"O caminho para o sucesso é dobrar a taxa de erros." Thomas Watson

"Deus é contra quem faz a guerra, mas fica do lado de quem atira bem." Voltaire

"O livro é um manancial infinito de riquezas imensuráveis." Getúlio Lino Brito

"Para subir a montanha da santidade, precisamos descer o vale da humildade." Mesquita Pimentel

"No semblante do animal que não fala, há todo um discurso que só um espírito sábio é capaz de entender." Mariusa

"Toda empresa precisa ter gente que erra, não tem medo de errar e aprende com o erro." Bill Gates


"Reaja inteligentemente mesmo a um tratamento não inteligente." Lao-Tse

"Cultivar o amor é exaltar a vida, potencializar as sublimes virtudes, comungar com o universo, unir-se a Deus." Getúlio Lino Brito

"Quem possui a faculdade de perceber a beleza, nunca envelhece." Franz Kafka

"Aquele que sabe falar sabe também quando fazê-lo." Arquimedes

"Saber ouvir e saber falar - eis o grande passo para o entendimento." Getúlio Lino Brito


"Tem alguém me chateando... Acho que sou eu!" Dylan Thomas

"Fazei o bem, pensai positivamente e não vos preocupeis com o mal."

Getúlio Lino Brito

"Por que cometer erros antigos se há tantos erros novos a escolher?"

Bertrand Russell

"O silêncio é a mudez de todos os sons, a linguagem de tudo que não fala, é a voz eloqüente do infinito." Adão Myszak

"Se A é sucesso, então A é igual a X mais Y mais Z. O trabalho é X; Y é o lazer; e Z é manter a boca fechada." Albert Einstein

"Procuremos aumentar a legião dos que fazem o bem, dos arautos da paz, do amor, da concórdia e da sabedoria." Getúlio Lino Brito

"Um povo cativo da ignorância sofre calado as opressões da tirania."

Getúlio Lino Brito

"Odiar as pessoas é como atear fogo na casa para se livrar de um rato." Harry Emerson Fosdick


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04 fevereiro, 2007

Sincero

Sincero! Eis uma bela palavra que deve figurar no vocabulário de todo bom cristão.

Quem a teria inventado?

Ora, foram os romanos, “Sincero” vem do velho, do velhíssimo latim. Eis a poética e tranqüila viagem que fez o sincero para vir de Roma até a letra S dos nossos bons dicionários.

Os romanos fabricam certos vasos de uma cera especial. Essa cera era às vezes tão pura e perfeita que os vasos se tornavam transparentes. Em alguns casos chegava-se a distinguir um objeto (um colar, uma pulseira ou um dado) que estivesse colocado no interior do vaso. Para o vaso, assim fino e límpido, dizia o romano:

- Como é lindo! Parece até que não tem cera! É um vaso “sine cera”!

“Sine cera” queria dizer - sem cera!
Sine cera” era, pois, uma certa qualidade de vaso perfeito, finíssimo, delicado, que deixava ver através de suas paredes.
Da antiga cerâmica romana o vocábulo “sincero” passou a ter uma significação, muito mais elevada. “Sincero” é aquele que é franco, leal, verdadeiro; que não oculta; que não usa disfarce, malícia ou dissimulação. O sincero, à semelhança do vaso romano, deixa ver, através de suas palavras, os nobres sentimentos de seu coração.
A sinceridade (ensinava o saudoso professor Silva Ramos) deve vir sempre ligada à delicadeza e à bondade.
Há muita gente, pouco educada, que confunde “sinceridade” com “grosseria”!
O sincero, à semelhança dos preciosos vasos romanos, deve ser fino e delicado.
A Delicadeza e a Sinceridade não só são irmãs: são também cunhadas. A Educação as uniu de tal modo que elas jamais poderão deixar de ser boas amigas e companheiras.

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Do livro: Lendas do Céu e da Terra
Malba Tahan (Júlio César de Mello e Souza)

Divino Mestre

Getúlio Lino Brito

Dai-nos, Senhor, a vossa bênção e protegei-nos do mal que corrompe a virtude, envenena a sociedade, e nos transforma em escravos do medo e da insegurança. Penetrai o coração dos ímpios, fazei dele uma extensão da vossa morada e um santuário de amor fraterno, para que possamos viver a universalidade de um mundo de bondade suprema e de paz absoluta. Dai-nos, Senhor, neste milênio que ora principia, o dom de refletir a vossa luz e a graça de alcançar a vossa misericórdia. Fazei de vossos filhos condutores da vossa energia, lâmpadas que dissipam as trevas de um planeta mortificado pela miséria, pela insensatez, pela indiferença e pelo ódio. Abrandai a impetuosidade doentia e malfazeja dos poderosos, seus impulsos animalescos, sua fúria sanguinolenta, sua sede de domínio escravocrata, sua insanidade espiritual.
Dai-nos, Senhor, a possibilidade de continuar navegando nas águas turbulentas deste mar revolto, amenizando as tempestades da vida, removendo os obstáculos que nos impedem o caminhar. Dai-nos a saúde do corpo e do espírito; providenciai para que sejamos sempre merecedores da vossa sacrossanta proteção. Livrai-nos do perigo, dos animais peçonhentos, dos mentores do mal, dos inimigos da paz, do orgulho aviltante, do submundo do crime, da insensibilidade ferina, da guerra destruidora.
Amado Mestre, colocai-nos em sintonia com o universo, com as leis que regem a dinâmica da natureza e com os acordes da vossa divina orquestra, sob a regência do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

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Paisagem Bucólica

Getúlio Lino Brito

A despeito do instinto gregário, da imperiosa socialização e do necessário relacionamento com grupos sociais diversos, de quando em vez o homem necessita de um refúgio para reflexão e sintonia consigo mesmo, para uma espécie de lavagem cerebral, mantendo um contato direto, amistoso e sadio com os fiéis representantes da nossa Mãe-Natureza. Indivíduos que constituem o tão relegado e desrespeitado mundo irracional, contudo em perfeita concomitância e equilíbrio biológico, onde a generosidade se faz presente a todo momento, onde inexiste o germe maléfico da “civilização”, onde inexistem guerras e agressões, ressalvando-se os casos das invioláveis leis naturais.
Na quietude dos campos verdejantes, à sombra de uma frondosa árvore florida numa manhã de primavera, podemos perceber a magnificência do Criador, a prodigalidade da natureza a nos oferecer elementos indispensáveis à nossa harmonia espiritual. Ante essa gratuidade da natureza aparentemente inerte, o homem encontra o sentido de sua existência, percebe a inutilidade de suas mesquinhas ambições e aprende lições de humildade. À beira de um regato de águas límpidas e cristalinas, podemos ouvir e até entender a linguagem das ondas, ao deslizarem ruidosamente sobre o seu leito. Uma brisa suave, ao roçar o nosso corpo, parece penetrar profundamente na intimidade da nossa mente, varrendo resquícios de uma provável poluição espiritual. Os matizes deste mundo vivo e multicolorido, contrastante com o presídio do “civilizado” citadino, são um convite à meditação; um convite da própria natureza a preservarmos o que ainda existe de belo na nossa sã ecologia. Ecologia imprescindível à nossa existência, contudo ameaçada pelo inescrupuloso progresso do mundo moderno, num processo de autodestruição consciente.
Quando nos encontramos num ambiente bucólico, temos a agradável sensação de uma vida mais racional; encontramo-nos com nós mesmos e podemos contemplar uma realidade desnudada de falsos conceitos, sem a interferência de fatores negativos; transpomo-nos para um plano de serenidade superior, vivificando a nossa espiritualidade, fortalecendo a nossa fé, reabilitando-nos para as terríveis provações do cotidiano. Por essas e muitas outras razões, alheias talvez à mente puramente tecnocrata, é que devemos assumir uma posição em defesa do meio-ambiente, sustentáculo da vida sobre a face da terra. Por essas e muitas outras razões, ignoradas talvez por aqueles que desconhecem a origem das crises contemporâneas, é que devemos lutar em favor do que ainda é de todos.
Que nos ajudem os senhores guardas florestais na campanha de preservação da nossa ecologia. Que Deus nos ajude na transmissão e receptividade desta mensagem. Que todos nos unamos na prática do bem, para que possamos sempre estabelecer um contato com o Onipotente através da sua obra, pura e imaculada.

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Mundo Desalmado

Getúlio Lino Brito

A imagem e semelhança de Deus foi criada para evoluir e crescer segundo às leis que regem o universo, porque infinita, imensurável e divina é a potencialidade do ser humano. Transgredir às leis naturais é cavar a própria sepultura, ato de insanidade mental de muitos que só enxergam a vida com os anatômicos órgãos da visão, e nada além da matéria e os fenômenos que lhes são inerentes. Falta-lhes sabedoria para descobrir o caminho que conduz à saúde do corpo e do espírito, à paz duradoura, à felicidade plena, a um mundo benevolente, sereno e tranqüilo que poderá servir de abrigo aconchegante aos nossos irmãos e descendentes, na posteridade. A lei do retorno é infalível. Mesmo em pensamentos podemos atrair forças negativas ou positivas e contribuir para a nossa ruína ou a construção de uma vida melhor, de uma sociedade mais justa e mais equilibrada.
O Deus da irmandade, da solidariedade e do amor absoluto encontra-se retraído em muitos corações. Atos abomináveis são praticados pelo homem infectado pelo vírus da maldade. Somos cercados por uma legião de malfeitores que ronda nossos lares, povoa nossa sociedade e limita nossos passos. Somos vítimas do mal institucionalizado e garantido por leis criadas para sustentar os poderosos, subjugar os fracos e perpetuar o massacre dos menos favorecidos, pessoas que já se encontram na miséria, à procura de uma singela moradia onde se proteger das intempéries da natureza, um lugar onde reclinar a cabeça, uma gota de água para lhes saciar a sede, uma migalha de pão para alimentar seu corpo, um lampejo de luz e esperança para revitalizar seu espírito.
A saúde que é um direito de todos, milhões de doentes procuram-na inutilmente em hospitais públicos e conveniados, enfrentando o preconceito, a discriminação, os maus tratos, o mau atendimento, a angústia, o sofrimento e a dor. Milhões de jovens, crianças e adultos morrem diariamente no Brasil e no mundo por omissão de profissionais que deveriam ter o objetivo de salvar vidas.
Direta ou indiretamente somos responsáveis por esse grande número de problemas cruciais que nos fere a dignidade, que dilapida a ética e que coloca a vida humana em paulatino estado de degradação. Nossos governantes, sem tempo para resolver problemas “tão insignificantes”, estão sempre a serviço de um deus “onipotente” chamado capital e de um chefe e patrão chamado FMI.

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31 janeiro, 2007

ECO 92 - Rio

DISCURSO DE SEVERN SUZUKI

ECO 92 - Rio de Janeiro

Olá, sou Severn Suzuki, represento na ECO, organização das crianças em defesa do meio ambiente. Somos um grupo de crianças canadenses, de 12 a 13 anos, tentando fazer a nossa parte, contribuir: Vanessa Suttie, Morgan Geisler, Mechele Quigg e eu.

Todo o dinheiro que precisávamos para vir de tão longe conseguimos por nós mesmas para dizer que vocês, adultos, têm que mudar o seu modo de agir.

Ao vir aqui hoje, não preciso disfarçar meu objetivo. Estou lutando pelo meu futuro. Não ter garantia quanto ao meu futuro não é o mesmo que perder uma eleição ou alguns pontos na bolsa de valores.

Estou aqui para falar das gerações que estão por vir, estou aqui para defender as crianças com fome, cujos apelos não são ouvidos. Estou aqui para falar em nome dos incontáveis animais morrendo, em todo planeta, porque já não têm mais para onde ir.

Não podemos mais permanecer ignorados. Hoje, tenho medo de tomar sol por causa dos buracos na camada de ozônio. Tenho medo de respirar esse ar porque não sei que substâncias químicas o estão contaminando. Eu costumava pescar em Vancouver com meu pai, até o dia em que pescamos um peixe com câncer.

Temos conhecimento que animais e plantas estão sendo destruídos a cada dia, e em via de extinção. Durante toda minha vida eu sonhei ver grandes manadas de animais selvagens, selvas, florestas tropicais repletas de pássaros e borboletas. Mas agora, eu me pergunto se meus filhos vão poder ver tudo isso. Vocês se preocupavam com essas coisas quando tinham a minha idade? Todas essas coisas acontecem bem diante dos nossos olhos. E, mesmo assim, continuamos agindo como se tivéssemos todo o tempo do mundo e todas as soluções.

Sou apenas uma criança e não tenho as soluções, mas quero que saibam que vocês também não têm. Vocês não sabem como reparar os buracos na camada de ozônio. Vocês não sabem como salvar os salmões das águas poluídas. Vocês não podem ressuscitar os animais extintos. Vocês não podem recuperar as florestas que um dia existiram, onde hoje é deserto. Se vocês não podem recuperar nada disso então, por favor, parem de destruir! Aqui, vocês são os representantes de seus governos, homens de negócios, administradores, jornalistas ou políticos. Mas, na verdade, vocês são mães e pais, irmãos e irmãs, tios e tias. E todos também são filhos.

Sou apenas uma criança, mas sei que todos nós pertencemos a uma sólida família de 5 bilhões de pessoas e ao todo somos 30 milhões de espécies.
Compartilhando o mesmo ar, a mesma água, o mesmo solo. Nenhum governo e nenhuma fronteira poderá mudar esta realidade.
Sou apenas uma criança, mas sei que esse problema atinge todos nós e deveríamos agir como se fôssemos um único mundo, rumo a um único objetivo. Apesar da minha raiva, eu não estou cega, apesar do meu medo, eu não sinto medo de dizer ao mundo como eu me sinto.

No meu país, geramos tanto desperdício! Compramos e jogamos fora, compramos e jogamos fora. E os países do Norte não compartilham com os que precisam. Mesmo quando temos mais do que o suficiente. Temos medo de perder nossas riquezas, medo de compartilha-las.

No Canadá, temos uma vida privilegiada, com fartura de alimentos, água e moradia. Temos relógios, bicicletas, computadores e aparelhos de TV. Há dois dias, aqui no Brasil, ficamos chocados quando estivemos com crianças que moram nas ruas. Ouçam o que uma delas nos contou: “Eu gostaria de ser rica e, se fosse, daria a todas crianças de rua alimentos, roupas, remédios, moradia, amor e carinho.”

Se uma criança de rua que não tem nada ainda deseja compartilhar, por que nós que temos tudo somos ainda tão mesquinhos? Não posso deixar de pensar que essas crianças têm a minha idade. E que o lugar onde nascemos faz uma grande diferença. Eu poderia ser uma daquelas crianças que vivem nas favelas do Rio. Eu poderia ser uma criança faminta da Somália. Uma vítima da guerra do Oriente Médio ou uma mendiga da Índia.

Sou apenas uma criança, mas ainda assim sei que se todo o dinheiro gasto nas guerras fosse utilizado para acabar com a pobreza, para achar soluções para o problema ambiental... que lugar maravilhoso a Terra seria!

Na escola, desde o jardim da infância, vocês nos ensinaram a sermos bem comportados. Vocês nos ensinaram a não brigar com os outros. Resolver as coisas bem. Respeitar os outros. Arrumar nossas bagunças. Não maltratar outras criaturas. Dividir e não ser mesquinho. Então, por que vocês fazem, justamente, o que nos ensinaram a não fazer?

Não esqueçam o motivo de estarem assistindo a estas conferências. E para quem vocês estão fazendo isso. Vejam-nos como seus próprios filhos. Vocês estão decidindo em que tipo de mundo nós iremos crescer. Os pais devem ser capazes de confortar seus filhos, dizendo-lhes: “Tudo ficará bem..”, “Estamos fazendo o melhor que podemos.” Mas não acredito que possam nos dizer isso. Estamos sequer na sua lista de prioridades?

Meu pai sempre diz “Você é aquilo que faz, não aquilo que você diz.” Bem, o que vocês fazem, me faz chorar à noite. Vocês, adultos, nos dizem que vocês nos amam. Eu desafio vocês! Por favor, façam suas ações refletirem as suas palavras. Obrigada.


Colaboração: Getúlio
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07 janeiro, 2007

NOMES FORA DO COMUM

Eliezer de Oliveira

Sou antigo colecionador de nomes de pessoas fora do comum. E há muitos anos publiquei, num dos nossos boletins, um trabalho sobre o assunto. Agora, o meu prezado amigo Nobre, presidente da Associação, pediu-me que fornecesse alguma colaboração para o número especial da revista que vimos distribuindo em comemoração à passagem de mais um ano de nossa AAFBB, que ocorre no dia 24 de outubro.
Então, como minha coleção está agora muito mais enriquecida com novos nomes (e cada nome!) deliberei presentear os nossos leitores com uma pequena relação de outros, muito embora não ignore que muitos deles, pela sua excentricidade, são, já, do conhecimento de muita gente.
Há alguns anos, tive conhecimento de que, em Recife, o escritor Mário Souto Maior, especialista em assuntos dessa natureza, casos regionais etc, acabara de publicar um livro denominado “Dicionário de Palavras” e outro: “Como nasce um Cabra-da-Peste”, havia antes escrito um com o título “nomes fora do comum”.Ocorreu-me contribuir para o enriquecimento de sua coleção e então lhe enviei 13 folhas da pasta em que reúno os nomes que estou aos poucos adquirindo. Posteriormente, recebi de Souto Maior um exemplar da nova edição do seu “Nomes fora do comum”, no qual estão incluídos muitos dos que lhe enviara, com a indicação, no final do livro, em cada caso, do meu nome como informante das preciosidades.
Há, evidentemente, nomes que deixo de mencionar na relação que vai em seguida para não ferir a sensibilidade dos prezados leitores...
Vemos, assim, alguns nomes fora do comum.
Altamiro Pombo da Paz - João Jueus Cova - João Calça Curta - Gessiemo Sacratíssimo Balvedes Rosário - Praxades Brederodes - Denise de Cadê Negócio - BOla - Bonança - Bolinor - Erisiteca - Eclampcia - Tuesanta - Frevorosa - Filosofina - Libertina - Mulino - Obstinado - Pulícia - Melâncio - Merentário - Abecê - Adoritas - Aplonista - Ateneu - Aluetina - Aruelhudo - Deposarino - Naftalina - Taipardo - Rodo - Rolemã - Selvática - Símio - Sahara - Tartueto - Verbo - Lebrantes - Brejo - Prodomur Conjugal de Marimel Chaves - Ultimatum Eava - Mesofante Silva - Kutuku Ribeiro - Maria Carneiro das Núpcias - Califórnia Leão - Pacífico Pacato Cordeiro Manso - Prestes Fidel Lumumba - Jerônimo Alcantarado - Gérson Veterinário - Maria de Jesus Leal Fidalgo - Claudionor Cláudio Carneiro da Cunha - Neusa Turmalina Terra - Jesus Ruas - Mário Centelha de Albuquerque - Noivos: Jerônimo Lenna e Sara Raton - Antonieta Salgado Guarita Doce - Mário Negócio - Maria José Siqueira do Amor de Jesus - Andapásio Sulsavador da Silva - Lo Ferro do Ercolino - Rodo Metálico - José Casou de Calças Curtas - João Cólica - Prodamur Conjugal de Marina e Marixó - mais alguns, avulsos: Debro - Dermicida - Guiamouro - Leopardo - Tailorical - S Rolemã - Constantino Paleólogo - Conegundes Casacorte do Nascimento - Miguel Arco e flecha - Coroa Britânica - Epílogo de Campos e seus irmãos: Prólogo, Capítulo e Errata - Maria Tereza Francisca de Assis da Conceição Rocha Filomena Coração de Jesus Pereira da Cunha - Zédosreis Gomes de Maia - Tranqüilo Paternostro - Mário Emílio Pereira da Luz - Irmãos: Thomas, Theobaldo, Theovoberto e Theophastro - Hélio Índio Guarany - Nilza do Carmo Merenda - Felogonio Peixoto - Aerólito Paim Cunha - Liberdade Igualdade e Fraternidade da Rocha - Vai Por Mim Beleza - Trigêmeos: Brasil, Juscelino e Jânio - Felicidade dos Santos Martelo - Precioso Raimundo Muniz - José Luiz Lixa - Craredina Branca de Guimarães - Rosa Mística de Holanda - Leite de Carvalho - Maria do Céu de Mesquita de Boaventura - Jasmilino Jardim Gomes Braga - Manoel José Melado - Agricolino Lyrio Peixoto - Irmãos: Jânio e Jango - Natal Bomtempo - Heleodora Solpsoto - SOfia Veneroso Graciano - Ubaldino Dias Jacaré - Afonso Doce - Processados: Alfredo Bento Cristo, Salvador Antonio Alma, Ana Bispo, Geraldo Padre, Irmãos: Júpiter, Urano, Netuno e Saturno - Maria MAgra - Slava de Jesus - Paulino do Bem - Menemzina Braga - Francisco Panela - Ana Orlando de Mal Tempo - Dulvaltécio Braga - Duvaltério Rios Novaes - João Ribas Quem - João Antonio de Bem - João Paulo Boa Fé - Francisco Lopes Anjo - Nestor de Agosto - Irmãos: Pauxy, Amaury, Ubiracy, Yacy e Miracy - Empadodes Cellular - Felicidades Rosadas - Sol do Brasil Moreno Tarbildano - Minas Horizontina Cânfora Pacheci - Salvador Sabugueiro - Pespeguara Brício do Vale - Vírgula de Lacerda Oliveira - Oscar Apocalipse - Leão Caçador - José Felix Eduardo Getúlio Vargas do Brasil - Venina Novo - Gilberto Alves do Banho - Previdência Ferreiro - Florestano Felizardo de Jesus - Irmãos: Verdade, Esperança, Amor e Rosas - Demétrio Gonçalves Roma Santa - Adoremos Leovegildo Coelho - Alexandre Quadrado - José Boineta da Silva - Vicente Paula Gallo - César Silveira Grillo - Maria do Perpétuo Socorro Cruz de Vasconcelos - Não Consta da Bíblia - Magnífica da Luz Graça de Mesquita - Senhorita da Silva Leonita - Suzano Coentro - Salvador Duque Estrada Batalha - Eduardo Margem - Milton Bella Modesto - Benigno Sucupira Filho - Pretestato Tobarda Neto - Socorro Velho - Maflopei Produmar Marimolo Gouveia - Jorgina Sufão - Agostinho Doutor da Igreja - Aerólito de Queiroz - Aviário de Oliveira Patori - Alsácia Lorena da França Camargo - Maria do Céu Futebol Clube - Cupertino Contente - Belfíndio Evangelista dos Santos - Uberaldina Brasil de Souza Machado - Alberto Oliveira Cavalo - João Maduro Galego (trata-se do “Pedro Bó”, do Programa “Chico City”, de Chico Anísio) - Jerozalina Machado Ano Bom - Dino Sete Cordas - Heródoto Barbeiro - Adecaide Camarinho Marquete - Filhos: Acácia, Íris, Eliah, Enos, Horus, Ícaro, Eglon e Osíris - Nascida horas depois da mãe ter feito prova: ESPERJ - Zuldgar Drumon Tapioca - Gerúndia - Gerungundela Páfia Péfia Pífia dos Guimarães Peixoto - Francisco Chico de São Francisco - Anta das Virgens - Pedro Cabeçadas Vaca - Luiz Pomba da Paz - Francisco Antonio Pensa Bem - Getúlio Subira - Flordolphino Gama Rosa - Álvaro de Souza Pedrada - Joseja da Invenção de Jesus - Jesus e Companhia - Mário Cadamurro - Itatiaia Legítimo Leite - Irmãos: Grenolino, Glorrino, Abadia de Souza, Mifloresta, Ovarian de Tal e Getúlio Segundo - Crepúsculo Matutino Moura - Clemência Folhadela Taboada - Bellardiminoda Mata Flores - Oceano dos Mares Pacífico - Crescêncio Escada Vara - Irmãos: Ziunízio, Valdeius, Cornízia e Nílsina - Laci de Faria Milagres - Iracema do Orembal Coimbra da Montezuna - Rute Conforto.
Vou parar por aqui, pois que minha coleção é muito grande e os nomes dariam para encher muitas páginas deste Boletim. Antes, porém, gostaria de citar mais um que, pela sua extensão, não deixa de ser muito interessante. Recortei de o “Diário de Notícias”, há muitos anos passados, o seguinte: “O MAIOR NOME DO BRASIL - Rio 24 (Meridional) - No Constellation da Panair, embarcou hoje no Galeão a sra. Maria Tereza Francisco de Assis da Conceição da Rocha Filomena das Necessidades do Sagrado Coração de Jesus Pereira da Cunha. Será verdade?” Poucos dias após, o mesmo jornal publicou um telegrama de Paris: “Paris - Notícias publicadas na imprensa dizem que uma companhia aérea no Rio de Janeiro forneceu bilhete de passagem para a Europa a uma certa “Maria da Cunha”, dispensando-a de assinar o nome completo, que é (dava o nome completo, retro). Será verdade?”.
E não resisto à curiosidade de mencionar que Maria Perpétua faleceu com 115 anos.

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14 dezembro, 2006

Nossa Língua

A RIQUEZA DA LÍNGUA PORTUGUESA
Autor: desconhecido

"Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir. Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, pois Padre Pafúncio pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas. Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, pois pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas.Pisando Paris, pediu permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precatar-se. Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses. Passando pela principal praça parisiense, partindo para Portugal, pediu para pintar pequenos pássaros pretos. Pintou, prostrou perante políticos, populares, pobres, pedintes.- Paris! Paris! - proferiu Pedro Paulo - parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas. Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu:- Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias?- Papai - proferiu Pedro Paulo - pinto porque permitiste, porém preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal. Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro!Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando. Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios.Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo, pereceu pintando..." Permita-me,pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar...”

Fonte: Internet

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12 dezembro, 2006

Acróstico


D O C E N T E

Gosto de gente humilde,
Exalto a dignidade,
Tudo que é belo contemplo,
Unindo-me à Divindade.
Levei harmonia, amor e paz,
Incrementei o bem maior,
Ofertando fraternidade.

Lamento não ter podido
Inverter certos pendores,
Nortear certos caminhos,
Obstar certos temores.

Bendito seja o coração
Repleto de amor ao próximo,
Imaculado, sincero, benfeitor,
Tocado por sentimentos
Oriundos do criador.

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Solidariedade

Uma cadela adota gatinhos órfãos. Não é montagem.


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30 novembro, 2006

Curiosidades da Língua Portuguesa

A palavra gari provém de um nome próprio. Aleixo Gary foi o primeiro proprietário de empresa de serviços de limpeza do Rio de Janeiro, no final do século passado. Seus funcionários eram inicialmente chamados pela população de empregados do Gary; posteriormente, apenas garis, aplicada, assim, mais uma vez, a lei do menor esforço, lei de que o povo tanto gosta, desde os tempos do latim vulgar.
Daí surgiu o verbo garibar (limpar) e o substantivo garibada, que muitos usam de forma equivocada: guaribar, guaribada. Influência de Guariba, cidade paulista famosa pelo número de bóias-frias? É certo que não.

Fonte: Revista Gafite - vol. 3 número 4
Outubro/Novembro de 1989
Autor: Luiz Antonio Sacconi

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28 novembro, 2006

Raridade Brasileira

Clique na imagem para ampliar. Observe-se a data da cunhagem.

Esta moeda faz parte da minha pequena coleção de moedas antigas, presente do meu saudoso pai.

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